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Logística no Comércio Exterior
Logística no Comércio Exterior
Logistica pode ser conceituada como a ciência da previsão e da provisão dos meios necessários à realização de ações. Delimitadaa ação ao comércio exterior, entende-se, portanto, como intenção da logística fazer chegar o produto certo no lugar certo na hora certa, com a qualidade assegurada e ao menor custo, ou seja, disponibilizar os bens nos mercados e pontos de consumo, em âmbito global, com a máxima eficiência, rapidez e qualidade, com custos conhecidos e controlados.
O termo "fazer chegar" gera imediata associação e delimitação da logística de transporte, porém isso representa uma visão extremamente simplista do processo completo, denominado pelo todo como "DFI – Distribuição Física Internacional". Transporte é logística, entretanto logística é muito mais que transporte.
No âmbito do comércio internacional, são previstas diversas tarefas ao longo dos diferentes estágios de distribuição física internacional (cadeia logística global), apresentadas, a seguir, de forma enumerada, visando a demosntrar a inquestionável amplitude:
1.Retirada do produto da área de elaboração ou venda;
2.Separação, embalagem e marcação;
3.Consolidação do lote para exportação;
4. Licença e despacho aduaneiro de exportação;
5.Documentação para o transporte e apólices de seguro;
6.Transporte interior até o terminal de embarque;
7.Manuseio, empilhamento e armazenagem;
8.Transferência da área de armazenamento até o costado do veículo;
9.Estivagem (colocação e arrumação dentro do veículo);
10.Transporte internacional;
11.Desestivagem (retirada de dentro do veículo);
12.Movimentação do costado até a área de armazenagem;
13.Conferência, marcação, separação e empilhamento;
14.Licença e despacho aduaneiro de importação;
15.Identificação, desempilhamento e entrega;
16.Transporte interior até o centro de distribuição;
17.Desconsolidação do lote;
18.Distribuição final ou entrega local.
Acompanhar zelosamente a DFI é fundamental para ser competitivo, tendo conta que a gestão adequada pressupõe a movimentação de uma carga entre o local de produção e o de destino, com o máximo de eficiência e qualidade. Os números globais apresentam resultados cada vez melhores, eis que, ao longo das últimas décadas, os custos da cadeia de DFI caíram sensivelmente por conta de aumentos de escala e diversas melhorias operacionais. Cada vez mais e melhor os custos e tempos têm de ser conhecidos e controlados.
Cada vez mais passa a ser preponderante acompanhar e controlar gastos com estoque, cuja importância paulatinamente se amplia relativamente à do transporte, ao menos no que se refere a produtos manufaturados.
O Brasil tem características peculiares geográficas e de infra-estrutura bem desfavoráveis. Temos grandes distâncias, seja no âmbito interno quanto em relação aos principais mercados consumidores mundiais, e a oferta menos qualificada de escoamento de mercadorias (armazenamento, movimentação, transporte, etc.).
De forma que, em relação aos concorrentes estrangeiros, o fator tempo, logo de inicio, se destaca negativamente, dando ao Brasil uma desvantagem intrínseca, caracterizada pela considerável distância física que o separa da maioria dos seus grandes clientes e fornecedores, distância esta que acaba se alongando, devido à utilização de veículos mais lentos, operando em rotas com maior número de escalas e com menor freqüência de oferta de serviços.
Recuperar a desvantagem é vital, de forma a inserir o País no atual contexto ampliado em que a agilidade logística é e tende a ser mais e mais importante em processo de fornecimento e vendas globais, perante os quais ocorre a competição entre cadeias e não mais empresas, necessitando total integração entre suprimento, fabricação e consumo em fluxos não interrompidos.
Processos tradicionais de operação e controle, centrados em preocupação exclusiva quanto a uma única atividade, não têm mais vez no atual cenário.
Assemelham-se ao remédio que mata o doente de forma diversa ao mal que procurou combater, sem atender para efeitos colaterais, nesse caso específico a imposição de tempos e custos inaceitáveis.
De que adianta cada atividade ser desempenhada da forma mais esmerada possível, eliminando todos os riscos de procedimentos inadequados, se o perfeccionismo nessa atividade, integrante de um contexto global, impactar ou mesmo comprometer os resultados do todo?
Competitividade, portanto, de forma contundente, resulta de uma boa capacidade produtiva inserida num cenário maior de uma cadeia de suprimentos e distribuição de bens finais eficientes.
Se a importância dos resultados se intensifica paulatinamente, é natural que cresça o interesse pela ferramenta básica para o alcance das metas, razão pela qual o uso da logística transcendeu o meio militar e se tornou imprescindível no ambiente econômico atual. O que antes facilitava, atualmente é básico para a sobrevivência no mercado global.
Fonte: José Manoel Coriñas Lopez
Assessor de Logística e Financiamento da Secex/Decex, Mestrando em Econômia, Engenheiro Civil e Autor dos Livros:
Os Custos Logísticos do Comércio Exterior Brasileiro;
Siscomex Exportação e Comércio Exterior Competitivo, este em parceria com Marilza Gama.
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